“Olá! Estou lhe enviando uma análise que fiz de mim mesma e espero que ela sirva-lhe como incentivo para buscar sua maneira pessoal de alcançar o bem estar e a plenitude existencial. Creio que o segredo da nossa fluidez, êxtase e amor perante, e para com a vida, deve estar no nosso próprio jeito de ser. Vejamos o que identifiquei em mim:
Sou moralmente imperfeita (entendo minhas emoções negativas e aceito a não-aceitação das minhas limitações e defeitos);
Sou altruísta (sou generosa e penso no coletivo);
Sou vulnerável (aceito as fragilidades como algo mutável, mas indissolúvel);
Sou insignificante (sou finita na matéria, sou limitada na sabedoria, sou humilde na impotência);
Sou verdadeira (aceito conscientemente meu lado obscuro e sou espontânea sendo o que sou, mesmo que isso desagrade os outros ou gere conflito nos relacionamentos);
Sou afetivamente auto-suficiente (estou bem comigo mesma sem precisar da atenção, do afeto, do reconhecimento ou da companhia alheia);
Confesso que esses seis primeiros jeitos de ser foram desenvolvidos com muita conscientização e luta pessoal. O resto veio de forma nata, mas também foi pouco a pouco aprimorado (e esse aprimoramento é infinito):
Sou meditativa (sou introvertida, autocentrada e busco o autoconhecimento constantemente);
Sou confiante (tenho fé na vida e em mim mesma, sou flexível para receber o inexplicável e estou aberta para o inacreditável);
Sou resignada (aceito as imprevisibilidades e impermanências justas e necessárias da vida, aceito a mudança dos meus próprios conceitos);
Sou feliz (escolho diariamente enxergar e viver os fatos com alegria, sejam eles quais forem);
Sou responsável (sou disciplinada, tenho autonomia nas próprias escolhas ou decisões, não me faço de vítima e nem projeto a culpa dos fatos ou dos sentimentos nos outros);
Sou consciente do presente (tenho atenção comigo mesma e mantenho-me concentrada na vivência do momento);
Sou pacífica (tenho paciência profunda e controle dos meus impulsos);
Sou grata (regojizo-me com o próprio mérito, surpreendo-me com as pequenas coisas);
Sou corajosa (tenho controle das tensões negativas como o medo);
Sou compassiva (sou solidária e compreensiva comigo e com os outros);
Sou útil (tenho metas de vida e cumpro os propósitos pessoais de evolução).
Que não seja arrogância me julgar tudo isso, mas é sentindo ser que aproprio-me da essência interna e divina que tudo é, sempre foi e eternamente será. Muitas vezes precisamos apenas nos conscientizar dessa essência e abrir espaço para a mesma se manifestar. Isso não é passe de mágica, é um trajeto de evolução que percorremos a milênios e do qual temporariamente estamos restritos por causa do esquecimento necessário. Resgatar e abrir espaço para isso é a mágica em questão. Uma bela noite, cheia de magia e bençãos... até outra hora...”
Há 3 anos
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